quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vivendo para Ser e Fazer discipulos: Quem são os Discipuladores?

Vivendo para Ser e Fazer discipulos:
QUEM SÃO OS DISCIPULADORES?
Texto Básico: At 8.1-4
Texto Áureo: Mc 16.20 Texto Devocional: At 8.26-35

INTRODUÇAO
 
Discipuladores são os que se dedicam ao en­sino; que ajudam aos iniciantes no estudo da Palavra de Deus. O discipulador tem a incumbência de ensinar aquilo que recebeu. Não tem o direito de inventar ou acrescentar nada.
Outro dever do que faz discípulos é fazê-lo da melhor maneira. Para isso, deve aperfeiçoar-se: estudar, pesquisar, alcançar o máximo, dentro desse propósito.
E quem não estiver cumprindo sua missão encontra-se em falta, a não ser que esteja em fase de preparação com esse objetivo.

I. A MISSÃO É PARA TODOS OS DISCÍPULOS
 
1. Ao enviar os discípulos, Jesus usou o plu­ral: "Ide" (Mt 28.19; Mc 16.15). Não é preciso ser um mes­tre da língua portuguesa para saber que o verbo está no im­perativo, plural. O imperativo serve para se fazer um pedido ou dar uma ordem. No caso citado, é uma ordem de Jesus. E ordem do Senhor é para ser cumprida. No plural, significa que foi dada a todos os discípulos, os quais somos nós.
 
2. Ao falar da capacitação, Jesus usou o plu­ral: "Recebereis poder…" (At 1.8). De nossa parte, uma dificuldade: Quem somos nós para realizar tão grande feito?
Não somos nada! Mas o Senhor que nos chama também capacita para a realização da obra. A exemplo, temos o caso de Pedro, que, mediante a palavra do Senhor, caminhou sobre as águas revoltas do mar (Mt 14.28,29); e mediante a ordem do Senhor, realizou a grande pesca (Jo 21.5,6). E do mesmo modo que a ordem foi dada a todos nós, também sobre nós vem o poder do Senhor.
 
3. "Os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra" (At 8.4). Portanto, o testemunho cristão era dado por todos e não somente pelos apóstolos. Ao contrário, os apóstolos permaneceram em Jerusalém (onde continuaram, logicamente, testificando de Cristo), sendo dispersos apenas os membros da igreja: "Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os após­tolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria" (At 8.1).

II. A CAPACITAÇÃO DO OBREIRO, NA PRÁTICA
 
Deus dá poder para testemunhar. Recordemos o que Jesus disse: "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano" (Lc 10.19); "E estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfer­mos, eles ficarão curados" (Mc 16.17,18; veja também o v. 20). Neste texto Jesus afirma que haverão sinais que nos acompanharão. Estes sinais reforçam o nosso testemunho.
Vejamos o exemplo de Filipe, o diácono, que se tornou evangelista em Samaria: "Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às cousas que Filipe dizia, ou­vindo-as e vendo os sinais que ele operava" (At 8.5,6). Depois, foi levado para pregar ao eunuco, na estrada deserta. Após haver batizado o eunuco, o Espírito Santo o arrebatou (At 8.26-40). Filipe passou a ser guiado pelo Espírito do Senhor, que o capacitava para fazer a obra. O mesmo acontece ao obreiro que, à semelhança dele, se entrega nas mãos do Senhor. O texto fala também dos apóstolos: "…e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos" (At 2.43b).

III. QUEM FIZER A OBRA SERÁ ABENÇOADO
 
1. O trabalhador é o primeiro a ser abençoado. O obreiro do Senhor leva bênçãos de Deus para repartir ao povo e é o primeiro a ser abençoado. Quando vamos pregar recebemos as bênçãos do Senhor durante a preparação da mensagem – antes de todos os ouvintes; somos abençoados no momento da preparação.
 
2. Uma experiência singular. Quem leu o livro "Torturados por amor a Cristo" tomou conhecimento deste relato: Ao tentar fugir dos pa­íses da "Cortina de Ferro", passando por um caminho através de uma montanha, o grupo foi apanhado por guardas. O missionário sofria de uma grave enfermidade, que o impedia de caminhar. O policial deu or­dem para que todos caminhassem até um lugar mais elevado, tendo uma arma nas costas do missionário. O enfermo, caso não obedecesse a or­dem do militar, corria o risco de ser fuzilado ali. Ele tentou caminhar e um milagre aconteceu: saiu andando normalmente. O Senhor o curou. Por­que estava fazendo a obra do Senhor naquele lugar. Jesus prometeu: "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33b). Agora, veja estas palavras do apóstolo João: "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e ten­des vencido o maligno" (Uo 2.14b). Veja: "tendes vencido". Aleluia!
3. A experiência de Jó. Jó perdeu muito tempo contestando os argumentos dos seus três amigos. Até que se manifestou um quarto ami­go, Eliú, o mais jovem, que, até então, estivera em silêncio (Jó 32.4,6).
Depois, Deus falou a Jó (Jó 38.1). E, finalmente, Jó confessou a Deus, arrependido, e orou em favor de seus amigos, sendo ele próprio abenço­ado: "Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus ami­gos…" (Jó 42.10a).

CONCLUSÃO
O discípulo do Senhor aprende d’Ele os mais ricos ensinamentos que o ser humano já recebeu. Depois, sai por aí, ministrando essas rique­zas a quem quiser recebê-las. Ao "enriquecer a muitos", como disse Pau­lo (2Co 6.10), somos primeiro enriquecidos, tendo um depósito no tesou­ro celestial – não em uma conta num banco falível! (2Tm 1.12).
A coisa mais gratificante é saber que somos nós os responsáveis por obra de valor eterno, que é a conquista de vidas para Cristo, através do discipulado.
Devemos tentar colocar em pratica o que estudamos. Busque tornar-se um discipulador, ministrando a outros o que tem aprendido. E o Senhor ajudará, confirmando por meio de bênçãos, no poder do Espírito Santo.
 
Lutemos por cumprir nossa nobre missão de discipuladores.
 
 
 

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